Mais de 30 mil fiéis devem participar, amanhã, pelas ruas de Capanema, no nordeste do Pará, daquela que é considerada a mais bem organizada procissão em louvor a Corpus Christi no Estado, e que tem como destaque o imenso tapete colorido, com motivos ligados à data, que ornamenta todos os quase 1,5 mil metros do percurso da romaria. Este ano a confecção do tapete está completando 34 anos, num trabalho que atravessa a madrugada e é motivo de orgulho para as mais de 2,5 mil pessoas que participam dessa tarefa comunitária.
A procissão dura menos de hora e meia, contando com as paradas em pontos previamente escolhidos. Este ano o tema da procissão é "Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e aos 100 anos de Capanema"."A preparação da festa demanda muito trabalho e envolve várias pessoas, mas tudo está caminhando dentro do previsto. Já fizemos as reuniões com os grupos que fazem a ornamentação, estamos fechando com a Prefeitura Municipal a doação das tintas e está em andamento a preparação do material e dos moldes usados nos tapetes laterais", diz o membro da comissão geral de organização Diemerson Luiz.
Segundo ele, a campanha de divulgação, com cartazes, outdoors, folhetos explicativos e mídias em rádio, TV e internet está sendo finalizada. "Estamos seguindo a orientação do nosso pároco, frei Fábio Bernardo, de melhorar a festa a cada ano", completa. O tapete que ornamenta o asfalto por onde passa a romaria começou a ficar famoso já no seu segundo ano de ornamentação, em 1978, quando uma equipe da TV Liberal esteve em Capanema fazendo a cobertura jornalística. A matéria teve repercussão nacional e colocou a romaria do município na relação de uma das mais criativas e belas procissões de Corpus Christi em todo o País.
O arcebispo da diocese de Castanhal, dom Carlos Verzeletti, que mesmo antes de assumir a diocese já participava da procissão em Capanema, e é quem leva nas mãos o ostensório com a Hóstia Consagrada que simboliza o corpo de Jesus, sempre fala da sua alegria de ver, pela manifestação coletiva, "o testemunho de um povo como centro da sua vida, da sua história, da sua caminhada, misturando arte, louvor e cânticos". Ele disse que já conheceu, em outros países europeus, a tradição de se usar flores para ornar as ruas por onde passam as romarias. No caso de Capanema, a ideia de se usar serragem e tintas "com certeza é inovadora".
Fonte:Jornal Liberal
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